Banda larga móvel 4G utilizará a faixa de 700 Mhz

Banda Larga 3G

Uma nova resolução da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) foi publicada em 13 de novembro passado que regulamenta a frequência de 700 Mhz para o uso da banda larga móvel 4G e tem previsão de abrir em 2014 o processo de licitação entre as operadoras de telecomunicações.

A nova destinação desta faixa de 700 Mhz acontecerá durante a fase de migração para o sistema digital da televisão, onde atualmente é utilizada por canais de TV abertos que ocupam a faixa UHF, e com o término do sistema de televisão analógico estará disponível para a atender os serviços móveis compatíveis com 4G.

O intervalo de frequência de 698 a 806 MHz, segundo a resolução, estará reservado à telefonia fixa, móvel e internet.

Com esta mudança, a Anatel prevê manter o nível de serviços para emissão de ondas de rádio e trazer confiabilidade ao processo, para isso, condiciona na abertura da concorrência uma regulamentação para evitar interferências entre os serviços de telefonia e televisão após a homologação pela Anatel, e a reprogramação de canais devido à substituição da faixa antiga utilizada para UHF.

A resolução mostra também que o processo de regulamentação da faixa de 700 MHz em território brasileiro estará alinhado com a União Internacional de Telecomunicações (UIT- International Telecommunication Union), agência da ONU (Organização das Nações Unidas) especializada em tecnologias de informação e comunicação, e assim resultará no aumento da produção em série e aquisição de equipamentos de telecomunicações com queda de preço para os usuários finais que utilizarem os serviços.

Caminhamos ao mundo da Internet das Coisas

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A evolução da computação nos traz um novo conceito revolucionário, o chamado Internet das Coisas, que está em desenvolvimento para facilitar a vida das pessoas e consiste em criar uma interação entre objetos inteligentes e a internet.

Com a possibilidade de enviar e receber dados e informações, a Internet das Coisas estabelece como meio de comunicação a internet com automóveis, eletrônicos, eletrodomésticos, celulares e dispositivos móveis.

Um exemplo de como pode funcionar este processo é a execução de um sistema inteligente integrado com sua própria geladeira: identifica os itens existentes dentro dela, aponta o que falta completar, acessa o e-commerce do supermercado de sua preferência e conclui as compras, deixando você sem ter de se preocupar com o controle dos mantimentos da geladeira.

A Internet das Coisas baseia-se na tecnologia de identificação por rádio frequência, conhecida como RFID (Radio-Frequency IDentification), que é um método de identificação automática através de sinais de ondas de rádio, onde envia informações para leitores conectados à internet, podendo ser controlados por sensores e smartphones.

Já presentes em alguns automóveis, os sensores de marcha ré, velocidade, distância e acendimento automático de faróis serão complementados com uso da Internet das Coisas para que os carros sejam autônomos e possam dirigir sozinhos e independentes a partir da criação de rotas de viagem, previsões de deslocamento e pontos de parada.

Para os smartphones e dispositivos móveis hoje já é possível abrir e fechar remotamente os portões das residências, e possivelmente poderão integrar-se ao despertador e a uma cafeteira indicando o horário que a pessoa deve acordar e o melhor momento para iniciar o preparo o café, além de cuidar de ligar antes o registro de água do chuveiro para mantê-la na temperatura mais agradável para o banho.

Virtualização em PME favorece o gerenciamento de dispositivos móveis

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A virtualização possibilita que as empresas rodem seus sistemas operacionais em um servidor virtual, dando acesso dessa forma a diversas aplicações sem a necessidade de acesso físico à máquina na qual estão hospedados. Prática já utilizada por grandes corporações vem ganhando cada vez mais adeptos entre as pequenas e médias empresas.

Em tempos onde a mobilidade anda em alta, a virtualização facilita o acesso remoto aos aplicativos das empresas resultando na entrega de respostas mais ágeis, e assim contribui na melhoria das estratégias de negócios.

Outra vantagem refere-se com relação aos custos, uma vez que não há necessidade de grandes investimentos em equipamentos e infraestrutura de tecnologia da informação. Segundo Anderson Germano, gerente de pré-vendas da VMware, fornecedora de soluções de virtualização e computação em nuvem, “A área de TI pode ser enxuta, com duas ou três pessoas para operação. Isso atrai as pequenas e médias empresas, que nem sempre têm pessoal técnico em grande número”.

Ainda, de acordo com Anderson, o aumento do uso de smartphones e tablets em ambientes de trabalho passou a estimular a virtualização, solução esta que favorece o gerenciamento dos dispositivos em ambientes corporativos. Para ele, “A gestão de todos os dispositivos é feita a partir de uma única tela”.

CEO da Symantec destaca política de gestão de identidades de acesso

senhaNo keynote do Symantec Vision realizado na semana passada em São Paulo, o CEO da companhia, Steve Bennett, apresentou uma análise realizada sobre uma lista em torno de mil senhas de maior frequência de uso, onde concluiu que algumas como “admin123” e “a1b2c3d4” chegaram a alcançar a faixa de 91%. Com esse resultado, Bennett apontou no evento para que os executivos comecem direcionar a ideia de reinventar uma nova política de segurança da informação com relação à gestão de identidades de acesso tanto na visão de clientes corporativos quanto da indústria de Tecnologia da Informação.

No cargo desde julho do ano passado e em sua primeira visita ao Brasil, Bennett destacou os pontos estratégicos da Symantec para os próximos anos: Segurança Unificada, Information Fabric e Gestão de Identidade.

Com a Segurança Unificada, o objetivo é melhorar a gestão e o controle de dispositivos, que de acordo com Bennett, “Temos clientes que não são grandes, mas possuem 50, 60 end points para serem protegidos e gerenciados. A gestão se torna um problema além da segurança. A indústria está presa e precisa ser gerenciada”.

No caso da Information Fabric, trata-se de uma estrutura da própria Symantec com um time voltado à integração das soluções de segurança da empresa com outras propriedades de tecnologia existentes no mercado, onde Bennett relata, “Nossos engenheiros extraem metadados de todas as fontes da empresa e vão integrando-os com outras fontes, não só com as soluções da Symantec, para dar uma visão 360° de todas as informações que circulam na companhia”. O lançamento destas duas novas estratégias está previsto para o início de 2014.

Já a Gestão de Identidade, relacionada à gestão de perfis de acesso, é a mudança propriamente dita pela qual a indústria e o mercado de segurança estão passando em função da quantidade de informação que circulará entre dispositivos pessoais e corporativos conectados 100% do tempo e conexão com a internet.

Sobre recente pesquisa do Gartner, que indicou a elevação de 1,2 zetabytes para 40 zetabytes de dados em circulação do mundo no período entre 2010 e 2020, e em torno de 30 bilhões de dispositivos conectados para os próximos sete anos, Bennett cita e argumenta com dados levantados pela Symantec, “Nesse universo, os ataques ficam mais sofisticados. No ano passado, houve aumento de 42% nos ataques direcionados. A cada brecha, 604 mil identidades são expostas”. A estimativa de custo do cibercrime alcança US$ 113 bilhões, com aumento a cada ano em torno de R$ 3 bilhões.

Bennett é categórico com relação à necessidade de mudança na indústria para simplificar a gestão de um grande volume de informações e amenizar o impacto no trabalho dos CIOs, como também facilitar a vida dos usuários finais, e ressalta “Não estamos falando de números, estatísticas. Estamos falando de pessoas. Quem aqui já foi surpreendido com uma ligação dizendo que você gastou 3 mil dólares da Apple Store? Eu já”, e conclui,  “Precisamos reinventar e reimaginar como as identidades são geridas. Isso vai afetar todas as empresas, inclusive fornecedores de tecnologia”.

Office 365 gratuíto a estudantes da rede estadual de SP

parceria-officeUma parceria entre a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEESP) e a Microsoft irá fornecer gratuitamente o Office 365 para estudantes da rede estadual de ensino.

Será disponibilizado em nuvem para 4 milhões de alunos o acesso à versão completa do pacote Office 365 ProPlus, com permissão de instalar em até cinco dispositivos diferentes, tais como desktops, notebooks, tablets e smartphones.

A iniciativa é parte do programa Student Advantage, diz a Microsoft, que deverá investir cerca de R$ 2 bilhões em alunos brasileiros levando-se em conta o custo da assinatura do Office 365 por pessoa.

Instituições que já possuem um contrato de licenciamento do Office 365 ProPlus ou do Office Professional Plus para funcionários e professores, como o caso da SEESP, serão beneficiadas com o programa Student Advantage.

A distribuição do Office 365 ProPlus já começará em 2014 e será feita na própria escola incluindo os aplicativos Word, Power Point, Excel, OneNote e Outlook.

Banda larga deverá ter velocidade no mínimo 30% da contratada

velocidade-na-internetApós um ano de medição e avaliação da velocidade de banda larga de internet no Brasil, as operadoras de deverão elevar de 20% para 30% a garantia da velocidade mínima de acesso contratada, além de subir o desempenho médio mensal de 60% para 70%. Esta nova determinação refere-se as taxas de download e upload tanto para as conexões fixas quanto para móveis.

Mesmo com estas exigências impostas pela ANATEL (agência reguladora de  telecomunicações), ela demonstrou através de pesquisas que a maioria das operadoras não atingiu as metas. Em comparações feitas em cinco estados no mês de agosto passado, apenas a Claro esteve acima das expectativas, Vivo, Oi e Tim não entregaram os 20% definidos como meta.

Desde novembro de 2012, a ANATEL comunicou ao mercado que o nível de exigência aumentaria com o tempo, e em meados de 2014 as operadoras deverão entregar 40% da taxa mínima e média de 70%. Para as conexões móveis, a queda do acesso deverá ficar abaixo de 5% no mês.

A medição das taxas fornecidas funciona da seguinte forma: na banda larga fixa, os indicadores monitorados são velocidade de transmissão de download e upload, latência (tempo de resposta), jitter (variação de latência) e perda de pacotes; já na banda larga móvel os indicadores são velocidade média e instantânea.

A definição da metodologia e dos procedimentos realizados foram especificados pelo Grupo de Implantação de Processos de Aferição da Qualidade, o GIPAQ, grupo coordenado pela ANATEL, que conta com a participação de representantes das operadoras e entidades convidadas como CGI.Br (Comitê Gestor da Internet no Brasil) e o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).