Serviço de armazenamento na nuvem da Microsoft chama-se agora OneDrive

OneDrive

Na última quarta-feira, 19/02, a Microsoft anunciou a mudança do nome de seu serviço de armazenamento na nuvem: de SkyDrive para OneDrive. Segundo a empresa, com esta alteração, os arquivos já armazenados não serão afetados, apenas o endereço de acesso para se conectar ao serviço será alterado para www.onedrive.com.

A mudança de nome se deve a uma ação judicial que a TV britânica British Sky Broadcasting Group (BSkyB) proprietária das marcas Sky One, Sky Sports e Sky Movies vem movendo contra a Microsoft desde junho de 2013.

A justiça decidiu que a Microsoft deveria trocar o nome de seu serviço ou acordar uma licença com a BSkyB. Os termos financeiros que envolviam a sentença não foram divulgados e a Microsoft afirmou que não recorreria da decisão.

Para a Microsoft que decidiu pela mudança do nome, vem ao encontro com a expectativa de futuro que a empresa projeta para os seus produtos.

A opção pelo nome OneDrive direciona para o mais recente videogame Xbox One com a finalidade de centralizar o entretenimento doméstico, onde grava vídeos dos jogos e reproduz conteúdos armazenados na nuvem pelo usuário.

O OneDrive encontra-se disponível e integra equipamentos como smartphone,  tablet, Xbox e PC, embora nas plataformas Xbox 360 e Xbox One a mudança do nome se dará nas atualizações seguintes que são esperadas para o próximo mês de março, e para o Windows 8 não há previsão e o serviço se mantém como SkyDrive.

Segundo a Microsoft, o novo serviço disponibiliza backup automático de fotos a partir de dispositivos Android e facilidades no compartilhamento de vídeos e imagens. Na condição de indicar amigos, há possibilidade de expandir o espaço de armazenamento em até 5 GB adicional sobre 7 GB que já é disponibilizado gratuitamente, sendo 500 MB para cada um que for indicado. Haverá também espaço de 3 GB extras para usuários que utilizarem o recurso de backup automático de fotos.

Aos que necessitarem de volumes maiores de armazenamento, são oferecidos planos mensais com pacotes de espaço de 50, 100, 200 e 500 GB e custos respectivamente de R$ 12, R$ 19, R$ 28 e R$ 56 por mês.

Dell fabricará dispositivos com recarga de bateria de modo sem fio

Dell

A Dell, uma das maiores fabricantes de computadores do mundo, em parceria com a Alliance for Wireless Power (A4WP), organização sem fins lucrativos dedicada a construir a solução global de carregamento sem fio denominada Rezence, começará a fabricar computadores e outros dispositivos que utilizam bateria com a recarga no modo sem fio.

Atualmente aparelhos do tipo smartphone e pequenos dispositivos eletrônicos já têm disponível essa tecnologia em escala, onde é possível recarrregar a bateria sem depender de estar próximo a uma da tomada, bastando adquirir uma estação de carregamento, apoiar o aparelho sobre a mesma para início do procedimento e deixar de lado a preocupação com o carregador convencional.

Com essa tecnologia de recarga de modo sem fio será possível alimentar baterias semelhantes às dos atuais ultrabooks, com potências que variam de 20 a 50 watts. Além disso, a recarga da bateria dos aparelhos celulares poderá ser feita simplesmente deixando-os sobre um laptop.

Para o vice-presidente de tecnologia da Dell, Glen Robson, a tecnologia em questão, desenvolvida com base no processo de ressonância magnética, permitirá a melhoria na experiência do usuário em relação ao carregamento sem fio, e se estenderá no seu uso para um crescente número de residências e empresas nos próximos anos.

Embora a Dell não tenha uma data prevista para o lançamento de produtos com essa tecnologia, a A4WP irá apresentar o projeto na MWC 2014 (Mobile World Congress) que acontecerá na cidade de Barcelona, Espanha, de 24 a 27 de fevereiro.

 

Serviço da VMware permite executar aplicativos Windows em Chromebooks

Chromebooks

Um novo serviço de virtualização oferecido pela WMware permitirá que dispositivos do tipo Chromebooks (equipamentos com características entre um thin client e um laptop convencional que utilizam o sistema operacional Chrome OS), possam também executar aplicativos Microsoft Windows.

Para o Google, as empresas poderão economizar cerca de cinco mil dólares por mês usando em conjunto Chromebooks e serviços da VMware, este que oferecerá também uma facilidade para as empresas no processo de migração do Windows XP que terá o suporte encerrado em abril de 2014 pela Microsoft.

O anúncio deste novo serviço foi feito pelo Google e a VMware durante a conferência VMware Partner Exchange 2014 em São Francisco, Estados Unidos.

Sanjay Poonen, vice-presidente executivo e gerente geral de “End User Computing” na VMware, relata que os consumidores esperam tirar proveito da computação com o “Thin Clients”, mas querem uma forma para voltar ao modo tradicional e poder rodar aplicativos Windows.

De acordo com Poonen, atualmente a VMware já disponibiliza a versão 5.3 do Horizon View para executar desktops e aplicativos virtualizados em Chromebooks, e a expectativa para uma futura versão do serviço é que dispense as empresas de manter o gerenciamento da infraestrutura de back-end para rodar em ambientes virtualizados.

A operação da solução entre a VMware e parceiros estará disponível em breve, permitindo que as empresas possam acessar aplicativos legados ou desktops Microsoft Windows completos baseados em tecnologias distintas de virtualização da VMware, completa Poonen.

O streaming de desktops poderá ser feito pelo VMware Horizon não só exclusivamente baseado na solução Virtual Desktop Infrastructure (VDI) da VMWare, mas também no Remote Desktop Services (RDS) da Microsoft. Com uso do software VMware Blast, os usuários poderão utilizar um navegador para acessar também aplicativos e dados.

O Chromebook é oferecido no mercado norte-americano pelo Google e fabricantes de equipamentos com preços a partir de 179 dólares. Segundo o vice-presidente da Gerência de produto do Chrome OS, Caesar Sengupta, o uso do Chromebook como “thin client” combinado com os serviços da VMware contribuirá com que as empresas reduzam suas despesas em consequência do custo menor dos aparelhos, diminuição da quantidade de licenças de uso de software bem como otimização dos custos administrativos gerados com o gerenciamento do parque dos tradicionais PCs.

 

Anunciado fim do suporte ao Microsoft Office 2003 e Exchange 2003

A Microsoft já havia anunciado o encerramento do suporte ao sistema operacional Windows XP que acontecerá no próximo dia 8 de abril, que manteve-se há mais de 12 anos em operação. Além dele, oficializou-se também que serão descontinuados nesta data o suporte ao pacote de suite Office 2003 e ao sistema de mensageria Exchange Server 2003.

Segundo Wes Miller, analista da Directions on Microsoft, os usuários do Windows XP insistem em manter o Office 2003 sem atualizar para a versão 2007.

Michael Silver da Gartner tem a mesma opinião, para ele há uma semelhança entre o sucesso do Windows e do Office o que distancia os usuários da atualização.

Embora a aposentadoria do XP esteja próxima, ainda há empresas migrando para o Windows 7, e no caso do Office, direto para a versão 2010.

Para Silver, o mesmo pode se dizer entre e relação do Windows 8 com o Office 2013, referindo-se a morosidade das empresas que ainda estão optando em migrar para o Windows 7 e ignorando o Office 2013.

Um dos fatores que fez com que os usuários não optassem em atualizar para a versão Office 2007 foi pela rejeição à interface estilo “Ribbon”. E mesmo as versões seguintes do Office como a 2010 e 2013 permanecem até hoje sem interesse por alguns usuários.

A Microsoft não mais atenderá os usuários finais com as correções de segurança ao Office 2003, onde no ano passado chegou a acumular a liberação de 10 boletins técnicos referentes à versão do pacote.

Silver ainda menciona que não há preocupação com o suporte do Office 2003 tanto quanto com o Sistema Operacional XP, embora haja riscos em rodar o Office depois que os patches forem extintos, e assim sugere desativar macros por padrão para diminuir os riscos.

Os usuários domésticos e pequenas empresas que utilizam o Windows XP ou Vista com o pacote Office 2013 ou Office 365, terão problemas com a falta de atualizações de segurança, que serão mantidos somente para o Windows 7, 8 e 8.1.

O Office 2003 poderá ser atualizado para versões mais recentes no caso de grandes corporações que possuem contratos de garantia de atualização do produto.

As versões do Office 2007 e 2010 não estão mais sendo comercializadas pelo canal de distribuidores da Microsoft, somente através de revendas que ainda possuem o produto em estoque.

A mesma situação se deu em relação à solução de mensageria da Microsoft, o Exchange 2003, na qual os usuários ignoraram a versão Exchange Server 2007 e pularam direto para o Exchange Server 2010.

Há quem ainda utilize o Windows Server 2003 em um hardware de 32 bits, porém as versões posteriores são 64 bits e dessa forma não há hardware para atender, impulsionando a uma transição.

A Microsoft cessará também em 8 de abril próximo os patches para o Office versão Mac 2011 Service Pack 2, contudo solicitará aos usuários do sistema operacional OS X que apliquem o Service Pack 3 para habilitar as atualizações de segurança.