Virtualização em PME favorece o gerenciamento de dispositivos móveis

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A virtualização possibilita que as empresas rodem seus sistemas operacionais em um servidor virtual, dando acesso dessa forma a diversas aplicações sem a necessidade de acesso físico à máquina na qual estão hospedados. Prática já utilizada por grandes corporações vem ganhando cada vez mais adeptos entre as pequenas e médias empresas.

Em tempos onde a mobilidade anda em alta, a virtualização facilita o acesso remoto aos aplicativos das empresas resultando na entrega de respostas mais ágeis, e assim contribui na melhoria das estratégias de negócios.

Outra vantagem refere-se com relação aos custos, uma vez que não há necessidade de grandes investimentos em equipamentos e infraestrutura de tecnologia da informação. Segundo Anderson Germano, gerente de pré-vendas da VMware, fornecedora de soluções de virtualização e computação em nuvem, “A área de TI pode ser enxuta, com duas ou três pessoas para operação. Isso atrai as pequenas e médias empresas, que nem sempre têm pessoal técnico em grande número”.

Ainda, de acordo com Anderson, o aumento do uso de smartphones e tablets em ambientes de trabalho passou a estimular a virtualização, solução esta que favorece o gerenciamento dos dispositivos em ambientes corporativos. Para ele, “A gestão de todos os dispositivos é feita a partir de uma única tela”.

Maior foco no uso da mobilidade nas empresas

mobilidadeDurante a Conferência sobre Arquitetura de Aplicações Desenvolvimento e Integração realizada em agosto passado em São Paulo, analistas do Gartner recomendaram para que as empresas tenham maior foco no uso da mobilidade a fim de alcançarem maior competitividade nos negócios, e com isso melhorar o relacionamento com os clientes.

Segundo o Gartner, até o ano de 2017 projeta-se que 25% das empresas terão uma loja corporativa de aplicativos, que traz como vantagens um maior controle das aplicações usadas pelos colaboradores, menos gastos com softwares e uma melhoria nas negociações com fornecedores e também no tratamento com os clientes.

O vice-presidente do Gartner, David Mitchell Smith, comenta que as empresas precisam definir uma estratégia para o uso da mobilidade antes de iniciarem a liberação de serviços por nichos ou departamentos. Cita como exemplo que antes da liberação de e-mails e aplicações, as empresas criem um slogan de como serem móveis e que integrem suas aplicações. E completa: “Não há mais dúvida de que as companhias têm que agir rápido”.

Para o analista responsável pela área desenvolvimento de aplicativos do Gartner, Ian Finley, como hoje a maioria dos usuários não está mais a frente de PCs e sim com dispositivos móveis nas mãos a maior parte do tempo, a mobilidade aumenta as oportunidades para as empresas principalmente no quesito de melhorar o relacionamento com o cliente.

Para as empresas essas mudanças vêm combinadas com novos desafios dentre eles a integração do legado antigo com as novas aplicações. Segundo Finley é possível pular etapas buscando pacotes prontos no mercado e contratando serviços terceirizados, mas recomendou que as soluções sejam definidas dentro da empresa principalmente aquelas que trazem um diferencial competitivo para a estratégia dos negócios.

Os analistas do Gartner destacaram também que juntamente com a mobilidade, as companhias brasileiras também enfrentam desafios para a adoção de aplicações em nuvem, do Big Data e das redes sociais, associados à necessidade que o Brasil terá com relação à infraestrutura para atender os grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo e Olimpíadas. E assim, o Gartner completa, que além enfatizar na redução de custos é preciso também inovar.

Gestores de negócios participam em decisões relativas às nuvens

qual-nuvemMesmo que a computação em nuvem (cloud computing) tem demonstrado ser eficiente e econômica para ambientes computacionais que exigem maior processamento e armazenamento de dados tanto para pequenas quanto para grandes empresas, há uma cautela entre os CEOs (Chief Executive Officer – gestores executivos de negócios) e CIOs (Chief Information Officer – gestores de tecnologia da informação-TI) a ser tomada com cuidado para se conhecer melhor realmente quais são as suas necessidades e planejar o processo de migração, quando houver, entre o ambiente de rede local e em nuvem.

Segundo Élcio Zaninelli, diretor de infraestrutura da consultoria de tecnologia CGI, é importante que o CIO seja capaz de demonstrar para a empresa quais são os benefícios trazidos pela nuvem, além de reduzir os custos com TI e quais as formas de se usar essa tecnologia para melhorar os negócios da empresa.

Zaninelli afirma que “Os CEOs não entram em detalhes técnicos, e nem querem fazer isso, mas esperam que a empresa que oferece esse tipo serviço e o CIO que está apresentando a proposta à direção da empresa sejam capazes de fazer uma conexão da TI com o negócio principal da empresa”.

No final de 2012 foi publicado um estudo da consultoria de TI Capgemini, chamado de Business Cloud: The State of Play Shifts Rapidly – Nuvem de Negócio: A Situação Modifica-se Rapidamente, onde avaliou-se que em 45% dos casos analisados as decisões para migração ao ambiente em nuvem foram tomadas por gerente de negócios aproximando-se do percentual dos executivos em TI que foi de 46%, em favor da nuvem. Com isso, acredita-se que a tendência sobre as decisões em relação à computação em nuvem aponta que estarão nas mãos dos gestores de negócios.

Apesar do envolvimento dos executivos de negócios para a definição e contratação dos serviços de computação em nuvem ser muito forte, não diminui a importância do CIO e equipe de TI na tomada de decisões.

Além de conhecer detalhadamente o projeto técnico do modelo de migração para a nuvem, a equipe de TI deve qualificar e capacitar seus colaboradores para atuar de forma eficiente nas linguagens e softwares que serão adotados, afirma o professor de engenharia e lógica da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Marinaldo Santos. “O processo de qualificação começa pelo CIO, que deve ser capaz de estudar as alternativas oferecidas pelo mercado e, depois, transferir conhecimento e treinar toda a equipe de TI. Do contrário, é possível que a empresa desfrute apenas uma parte das possibilidades da nuvem”, diz Santos.

Para Marinaldo Santos, os gestores de TI e os de negócios devem observar quais as informações que uma migração para nuvem poderá gerar para a área de Business Intelligence (BI) e ainda destaca que “Um dos desdobramentos na nuvem é o que chamamos de big data, ou seja, o armazenamento e a análise de grandes volumes de dados. Um exemplo clássico desse recurso é o que permitiu, por exemplo, às empresas de varejo do Reino Unido descobrir que, em dias de sol, os consumidores compram mais sanduíches e refeições rápidas para viagem, enquanto, em dias de frio, consomem mais bolos e chá. Sabendo disso, as lojas passaram a mudar suas vitrines de acordo com o clima”.

Pode-se concluir que a computação em nuvem gera uma transformação na TI, onde empresas de pequeno, médio e grande porte melhoram as operações, a qualidade e a inteligência dos negócios e concomitantemente reduzem custos de forma a se destacar mediante a concorrência.

 

A computação em nuvem que mais se adequa à sua empresa

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A computação em nuvem (cloud computing) tem sido vantajosa no que diz respeito à automação, escalabilidade e economia, mas é preciso conhecer os 3 modelos existentes e avaliar qual é a mais adequada para sua empresa, que são: pública, privada e híbrida.

Nuvem Pública: Para empresas com cargas de trabalho simples, processamentos de dados através de sistemas tradicionais e rotinas com operações repetitivas, o ideal é terceirizar o serviço e assim utilizar a computação em nuvem definida como pública.

Nuvem Privada: No caso de empresas que executam aplicações com armazenamento de dados sensíveis e trabalham com padrões de qualidade em governança corporativa, devem optar no uso da computação em nuvem na modalidade privada.

Híbrida: Para não perder investimentos em aquisições de hardwares, softwares e infraestrutura, a fim de se beneficiar do modelo de computação em nuvem pública com a privacidade e segurança de uma nuvem privada, a empresa tem a opção de utilizar a computação em nuvem chamada de híbrida, que também faz com processe seus aplicativos personalizados no data center e possa alavancar uma série de software-as-a-service (software como um serviço – SaaS) na nuvem pública.

Deve-se analisar alguns pontos antes de escolher a computação em nuvem da empresa: o que fazer no caso de alguma falha da nuvem? Como a sua empresa lida com dados vazados? Possui serviços e aplicações bem definidos? Qual a frequência na interrupção de dados? Além de conhecer qual é a garantia da portabilidade das aplicações e dados, bem como alinhar a TI com o plano de negócios da empresa.

No caso da nuvem híbrida, é importante que tanto a pública quanto a privada, que farão parte deste ambiente, estejam sincronizadas, ou seja, permita que as aplicações estejam sincronizadas sem que haja necessidade de reescrever códigos, converter banco de dados e permitir manter inalterada as características dos sistemas de informações do usuário.

E em conclusão, na hora de escolher uma computação em nuvem, veja se você não está contratando-a com tecnologia proprietária, aquelas que são geradas com um chamado lock-in do fornecedor, assim, é importante que esteja garantido contratualmente na possibilidade de poder migrar para outro provedor no momento que sua empresa decidir sem contratempos.