Torna-se público o código de vírus que pode infectar dispositivo USB

virus-usb

Há cerca de três meses atrás, o especialista em segurança digital, Karsten Nohl, fundador da empresa alemã Security Reserach Labs, fez a revelação sobre a descoberta de uma falha de reprogramação do firmware nos dispositivos de conexões USB que poderia infectar pendrives, mouses, teclados e até mesmo webcams, e alcançar o computador da vítima tornando-se um vírus “incurável”, o chamado BadUSB.

A ação do BadUSB pode resultar na captura dos dados digitados pelo usuário como também reverter o fluxo de tráfego e se tornar um computador “zumbi”, onde o invasor passa a utilizá-lo para enviar e-mails em série (SPAM) ou atacar websites com o objetivo de provocar danos ou deixá-lo lento.

Nohl comentou na ocasião que não revelaria tão cedo o código desta ameaça, entretanto, dois outros pesquisadores e antigos empregados de Nohl, Adam Caudill e Brandon Wilson,  alcançaram na descoberta do código do malware e como forma de tornar pública a vulnerabilidade e pressionar os fabricantes a criarem soluções fizeram a publicação no GitHub, que é um website que oferece serviço de hosting compartilhado para projetos.

Na divulgação inicial de Nohl sobre a falha, sua única solução em resolvê-la era redesenhar a forma como os firmwares dos dispositivos USB são desenvolvidos, para impossibilitar a alteração do seu código posteriormente.

Infelizmente até o momento o risco de infecção do BadUSB é extremamente crítico, pois além de não termos uma solução definitiva, ainda não é possível detectá-lo por meio de softwares de segurança e não há outros meios em que os usuários possam ficar sabendo se seu computador está contaminado.

Atenção com a segurança sobre a porta USB

usbSegundo Kaspersky Lab, empresa especializada em soluções de segurança, não é apenas via internet que os vírus se infiltram em nossos computadores, considerando que em torno de 30% de infecções malwares (softwares mal intencionados, instalados sem o seu devido consentimento) podem começar através de mídias removíveis tais como pendrives, cartões SD e discos rígidos portáteis.

Estes dispositivos conectados de forma bem simples à porta USB são muito utilizados para o compartilhamento de arquivos, normalmente entre amigos, parentes e colegas de trabalho, com comportamento aparentemente de não causar danos, mas em posse de pessoas mal intencionadas seu resultado poderá ser devastador.

Citando casos que aconteceram no ano passado nos Estados Unidos, duas usinas americanas foram invadidas por hackers através de um pendrive infectado, trazido por um próprio funcionário às suas instalações. Esse tipo de situação não é muito comum, mas demonstra que pequenos dispositivos podem ser altamente perigosos.

Estes ataques gerados por malwares têm o objetivo de detectar o momento em que a porta USB de uma máquina for conectada com um dispositivo infectado e ao se comunicar com outras espalhe o vírus pela rede, além de também roubar informações diretamente dos computadores, fato extremamente prejudicial para quem possui dados confidenciais arquivados em seus sistemas e aplicativos.

Outro fator que deve ser levado em consideração é o tamanho desses dispositivos, por serem muito compactos, são facilmente perdidos ou roubados, e assim seguem algumas recomendações:

1)      Toda vez que você conectar um dispositivo numa porta USB, execute antes seu sistema de antivírus para verificação que é essencial para a segurança da sua máquina;

2)      Evite usar seu dispositivo USB em computadores públicos, como em lan house, feiras e eventos, e se acontecer, rode depois o sistema de antivírus para se certificar que não ficou infectado;

3)      Já existem soluções de antivírus voltadas para dispositivos que se conectam à porta USB para atender principalmente aqueles que frequentemente gravam dados direto da internet e depois se conectam em diversos computadores, contudo não salve direto em seu dispositivo arquivos cujo autor você desconhece e avalie se o website é confiável;

4)      Crie uma pasta na raiz de seu dispositivo USB chamada autorun.inf. Isso evitará que programas de mesmo nome sejam salvos em seu dispositivo, anulando o potencial risco de vírus do tipo auto-executáveis, contudo se por acaso a pasta autorun.inf desaparecer, verifique imediatamente a existência de vírus;

E finalmente tenha sempre um antivírus confiável instalado em seu computador, que seja funcional, mantendo-o sempre atualizado, sobretudo se o seu dispositivo USB plugado em seu computador estiver infectado o antivírus lhe protegerá de quaisquer ameaças.

 

“Pen drive mais rápido do mundo” chega ao mercado

pendrive-mais-rapidaA Intel lançou durante a Computex 2013, feira de tecnologia realizada em Taiwan, o que chamam de “pen drive mais rápido do mundo”. O aparelho tem capacidade de 128 GB e funciona através da tecnologia Thunderbolt, muito mais rápida para transmissão de dados que a tradicional conexão USB.

Seu design de referência lembra o formato de uma chave e funciona conectado a uma porta Thunderbolt. A sua parte interna trata-se de uma unidade SSD da SanDisk. Pode transferir dados com taxas médias de 10 Gigabits/s, bem superior que uma interface USB 3.0 que atinge praticamente metade da velocidade do Thunderbolt.

Este é um dos primeiros aparelhos a usar a tecnologia Thunderbolt que atualmente é a mais rápida em questão de transferência de dados, segundo o engenheiro da Intel, Oren Huber, e completa que há muito interesse dos fabricantes em desenvolver produtos a partir desse design.

Apesar dos Macs e poucos PCs já virem equipados com portas Thunderbolt, ainda há um número muito pequeno de acessórios disponíveis para essa tecnologia no mercado, onde grande parte são monitores ou discos externos, e a maioria deles precisa de um cabo de conexão que não são baratos. A Apple comercializa esses cabos com preços em torno de US$ 39,00, isto porque são mais complexos que os tradicionais, dispondo de 6 chips em cada conector e outros inúmeros componentes integrados.

Como toda nova tecnologia, a Thunderbolt também tende a evoluir, segundo Huber, assim a Intel já lançou a Thunderbolt 2, que tem o dobro da velocidade da atual e deverá estar disponível no mercado até o final do ano, e anunciou o desenvolvimento para tablets e smartphones.